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13
abr

Trânsito de veículos no Centro causa rachaduras na Catedral de Campinas

Templo tem 132 anos e passa obras de restauro nas fachadas e torre.
Igreja é considerada a maior no mundo construída em taipa de pilão.

Do G1 Campinas e Região
O trânsito intenso de veículos no Centro de Campinas (SP), especialmente na Rua José Paulino, está causando rachaduras nas paredes da Catedral Metropolitana da cidade. Segundo especialistas, o problema é gradual e é causado pela vibração causada pelo fluxo de automóveis.

O urbanista e Presidente do IAB Campinas Alan Cury acredita que o principal impacto é causado por veículos de grande porte. “O grande vilão aqui é a frenagem dos ônibus. Eles transferem todo peso para o solo e isso vira vibração e vai até a fundação da catedral”, explica. As trincas se espalham nas áreas internas e externas do prédio.

A igreja foi construída sem alicerces, o que interfere diretamente no processo de deterioração. O arquiteto Ricardo Leite, responsável pela restauração do templo, alerta para outras consequências. “São dois males que não combinam com a taipa. Ela não gosta de vibração e não gosta de água”, afirma.

Rachadura na Catedral Metropoliana de Campinas (Foto: Reprodução EPTV)
Rachadura na Catedral Metropoliana de Campinas (Foto: Reprodução EPTV)

Impactos
O aumento da frota, desde a inauguração da Catedral, em 1883, contibui diretamente para agravar o problema. O número de veículos na cidade já ultrapassa os 800 mil, 64% mais do que há 10 anos atrás.

Para os especialistas, intervenções como a instalação de “lombofaixas”, travessia elevada de pedestres, e um pequeno desvio do fluxo na área poderiam amenizar os impactos, já que estas estruturas dimunuiriam a velocidade dos ônibus.

Procurada pela EPTV, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) disse que a defesa e proteção do patrimônio cultural são atribuições de outros órgãos da administração municipal e que a empresa os consulta antes de implantar possíveis mudanças e projetos.

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