IAB Campinas

Blog

03
dez

Projeto Prevê uma nova Norte sul na Orozimbo Maia

Reportagem do Jornal Correio Popular de Campinas destaca a intenção do Prefeito Eleito Jonas Donizette de implementar melhorias na Avenida Orozimbo Maia em Campinas da mesma forma forma como foram feitas na Avenida José de Souza Campos, a Norte Sul.

[spacer size=”20″]

O Presidente do IAB Instituto de Arquitetos do Brasil Núcleo Campinas Arquiteto Alan Cury foi procurado pela reportagem do Correio para expor sua opinião sobre o assunto:

Uma intervenção na Avenida Orosimbo Maia é necessária para resolver as enchentes corriqueiras naquela região, segundo o presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) em Campinas, Alan Cury.

Mas, disse, é preciso um detalhamento mais amplo, que considere a drenagem de todo o Cambuí.

Avenida Orozimbo Maia em Campinas

 

[spacer size=”20″] [quote style=”1″]“Importante será conhecer o plano de planejamento urbano pretendido e em que momento essas intervenções farão parte de um plano mais amplo para a cidade”, afirmou. Para o arquiteto, “a avenida tem potenciais enormes e sua qualificação, certamente, passa pela remoção das torres da CPFL, e potencialização do paisagismo do canteiro central, que pode ora tirar partido do córrego, ora canalizá-lo”.[/quote] [spacer size=”20″]

 

 

A Avenida Orosimbo Maia poderá se transformar no novo polo de atração de investimentos de Campinas, como ocorreu nos últimos anos com a Avenida José de Sousa Campos, a Norte-Sul, a partir de intervenções urbanas, principalmente em macrodrenagem, que o prefeito eleito Jonas Donizette (PSB) pretende fazer durante seu mandato.

[spacer size=”20″]

No meio do caminho da reurbanização da avenida, no entanto, estão as torres de transmissão da CPFL Energia — são 16, instaladas em 1981 para ligar subestações. Isso exigirá negociações com a empresa de energia para substituir as torres por linha subterrânea.

[spacer size=”20″]

A CPFL não comentou o assunto, mas informou que houve uma conversa preliminar da direção da empresa com o prefeito eleito.

[spacer size=”20″] Parte dos recursos necessários às obras de drenagem virá de emenda parlamentar da bancada paulista, aprovada nessa semana em Brasília, que destina R$ 140 milhões para a canalização dos córregos do Serafim e do Jardim Santa Lúcia.

[spacer size=”20″] Jonas disse a empresários que participaram na quinta-feira do lançamento da revista Ciclo de Debates RMC, no Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), que pretende fazer uma operação urbana para que a avenida possa atrair novos investimentos imobiliários.

[spacer size=”20″] O conceito de operação urbana implica que, em lugares estratégicos, o poder público concretize o potencial de adensamento da área por meio de investimentos em infraestrutura adicional, como obras viárias, saneamento, remoção de favelas e cortiços, por exemplo. Isso abre espaço para empreendimentos imobiliários privados e o poder público é ressarcido, ao menos em parte, do investimento.

[spacer size=”20″] Para isso, ele lança mão da chamada outorga onerosa — autoriza construir acima de tetos de densidade fixados na lei de uso e ocupação do solo, mas cobra por essa valorização. Esse dinheiro é pago à Prefeitura e só pode ser usado em melhorias urbanas na própria região.

[spacer size=”20″] Para poder usar esse mecanismo é preciso autorização da Câmara Municipal, uma vez que cada operação urbana tem uma lei específica estabelecendo as metas a serem cumpridas, bem como os incentivos e benefícios. Uma lei de operação urbana pode conter concessões não onerosas, entendidas como um estímulo adicional à ocorrência de investimentos na área.
O grande problema da avenida é a drenagem. As enchentes constantes, como ocorriam na Norte-Sul antes da canalização do Córrego Proença, e acabam afastando investimentos. Independentemente de transformá-la em polo comercial, a via precisa de soluções para o escoamento da água de chuva. Pontes estreitas afunilam a passagem da água, aumentando os riscos de enchentes e o “piscinão” construído no final da avenida já não é mais suficiente.

[spacer size=”20″] Em outubro de 2007, um casal morreu após ter o veículo arrastado pelas águas do córrego durante um temporal. O projeto existente para a avenida, que vem do período do prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos (PDT), prevê o alargamento da calha do córrego, a substituição de pontes e a construção de mais três piscinões em áreas desocupadas ao longo do Ribeirão Anhumas.

[spacer size=”20″] Jonas disse como pensa em remodelar a avenida, assim como ocorreu com a Norte-Sul: o córrego canalizado e fechado, com jardim no canteiro central e iluminação. Na Norte-Sul, a remodelação fez com que a avenida tivesse um dos preços médios de metro quadrado mais caros da cidade, que variam de R$ 5 mil a R$ 6,5 mil para a venda de áreas comerciais novas, embora já tinha havido comercialização por R$ 10 mil.

[spacer size=”20″]