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29
fev

Exposição fotográfica homenageia 20 anos da morte de Magalhães Teixeira

Há exatos 20 anos Campinas perdia José Roberto Magalhães Teixeira, aos 58 anos, vítima de um câncer no fígado. Deputado federal (1990 a 1992), duas vezes prefeito (1983-1988 e 1993-1996) e fundador do PSDB, o político deixou uma lacuna na cidade.

 

Para Roberto Romano, professor de ética e filosofia da Unicamp, o vazio deixado por Magalhães é mais do que uma questão de ideologia partidária. Para ele, a personalidade carismática e simples do político fazia com que o ex-prefeito exibisse uma liderança natural e vocação para trabalhar em prol da cidade. “Não se pode desconsiderar em política a personalidade do governante. O Magalhães tinha um trato com a população de muito empatia, não era demagogo ou populista. Gostava de Campinas e era muito claro que não cumpria uma função burocrática, fazia porque gostava. Não era um politiqueiro, tinha um plano para a cidade”, analisou.

 

Líder, unia aliados e tinha o respeito dos adversários

 

Conhecido como Grama, Magalhães Teixeira era querido pela população, admirado por colegas do partido e respeitado até pelos adversários políticos. Em seu primeiro mandato no Palácio dos Jequitibás, ele teve a maior avaliação da população em todo Brasil, segundo pesquisa do Instituto Datafolha. Um dos seus principais feitos foi a criação do Programa de Renda Mínima, pelo qual era destinado um complemento em dinheiro à renda de famílias consideradas miseráveis (abaixo da linha da pobreza), uma espécie de embrião do Bolsa Família.

O ex-prefeito é reconhecido por amigos e companheiros como um líder nato, simples e capaz de aglutinar lideranças políticas das diferentes correntes existentes no PSDB. “O Magalhães Teixeira foi um paradigma para a gente na política local e aprendi muita coisa com ele. O jeito, a humildade e a liderança dele em tratar o grupo e sempre ouvir. Ele agregava facilmente e cativava as pessoas próximas a ele”, contou o vereador Artur Orsi (PSD).

 

Atual vice-prefeito, filho Henrique busca honrar o legado político

 

O papel de carregar o legado político de Magalhães Teixeira cabe a seu filho do meio, Henrique, de 36 anos. Eleito em 2012 vice-prefeito na chapa de Jonas Donizette (PSB), ele encara com naturalidade o peso das conquistas do pai e diz que trabalha para construir a sua trajetória de maneira independente. Para ele, a herança deixada por Magalhães Teixeira vai muito além de obras e projetos. “Quanto mais o tempo passa, mais conheço os amigos dele e mais o conheço. É uma relação que se desenvolve a cada dia e está ligada ao legado que ele deixou.” Henrique diz que o patrimônio político deixado por Magalhães é um estímulo. O peso do sobrenome não preocupa o vice-prefeito, embora reconheça que não há como dissociá-lo do pai.

“Quando entrei na política, por ter um pai que foi uma referência, tive que fazer um autoexame para não ver isso como um peso. Minha conclusão foi que meu pai já fez a parte dele e eu vou fazer a minha. Isso me traz muita leveza. Não precisa separar, é tudo da mesma história e não pode ser apagado”
Henrique Magalhães Teixeixa
Vice Prefeito de Campinas

Como o maior exemplo do pai no campo político e que o guia em sua trajetória, Henrique cita a humildade e amor pela função pública. “A grande qualidade dele foi a simplicidade como filosofia de vida. Era um político coerente e que conseguia transitar nas diversas áreas da cidade. Fazia política com amor e desprendimento”.

 

Exposição

 

As 10 horas de hoje, dia 29 de fevereiro, haverá Solenidade em homenagem à Magalhães Teixeira, no Paço Municipal de Campinas. A exposição contou com o apoio do Instituto de Arquitetos do Brasil, da empresa Portal Publicidade, e de assessores e amigos da Família.

 

Com 6 linhas de atuação, a exposição é dividida de forma prática e instigante. Os temas são:

  • O Inovador,
  • A Mídia,
  • O Ouvinte,
  • O Político,
  • O Realizador, e
  • O Solidário.

 

Veja a Exposição: